no blog da minha irmã Madeira Tinta e Arte, basta vc ser
seguidor ou seguidora para participar...
CLIQUE AQUI


- Ao encontrar-se com a criança: aproximação, respeito, afeto, sem ansiedade nem agonia.
- Conhecimento do nome da criança antes da sua chegada à escola.
- Criação de um clima de segurança afetiva individual e coletiva.
- Deve manter tranquilidade diante de manifestações de falta de adaptação da criança (dengos, raivas, choros, falta de apetite) mas sem abandono.
- Atenção individualizada, mas não exclusiva, sobretudo nos momentos cotidianos de: chegadas, despedidas, refeições; compreendendo como momentos de grande importância para a relação individual-afetiva com a criança (tratando de evitar a pressa, agonia, nervosismo, etc.).
- Conhecimento da criança através de: entrevista com ao pais, observação da criança e de suas reações diante situações cotidianas da escola.
- Na medida em que se vá adaptando, organize atividades para que a criança se ponha em contato com o resto do grupo: conhecimento dos nomes das outras crianças.
- Conhecimento da etapa evolutiva pela qual atravessa a criança, entendendo o egocentrismo característico desta etapa, ajudando-a a superar por meio de atividades em grupo, que aprendam a compartilhar o material (“nem tudo é meu”) e a cuidá-lo e guardá-lo.
- Tente com que a criança canalize a agressividade surgida em situações de compartilhamento, buscando fórmulas alternativas (“não pegue este brinquedo do seu amigo, pegue outro da estante”).
- Entenda a conduta agressiva da criança como uma forma de relação normal nesta idade e principalmente no período de adaptação. Este limite deve ser imposto por parte da educadora de uma forma não agressiva e sem tensões, igualmente ao restante dos limites.
- Conhecimento do espaço-classe: objetos, enfeites, móveis.
- Conhecimento do material.
- Conhecimento do banheiro.
- Conhecimento do pátio.
- Conhecimento do refeitório.
- Conhecimento da enfermaria.
- Dar confiança e segurança aos pais.
- Entrevistas (também como forma de conhecer aos pais e ver a relação que têm com seus filhos).
- Procure que as entradas e saídas sejam menos conflitivas possíveis: paciência com os pais.
- Ponha limites claros aos pais desde o princípio (pontualidade, roupa marcada, que no princípio não entrem muito nas salas) evitando os enfrentamentos.
Nota: Explique sempre à criança todas as situações novas que vão viver: situações cotidianas, atividades, entrada, saída, jardim, refeição, descanso, etc.


Menina dos olhos




Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para
informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se
classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho",
insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou .
"Sou mãe".
"Nós não consideramos "mãe" um trabalho.
Vou colocar"Dona de casa", disse
o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história
até o dia em que me encontrei em
situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente
uma funcionária de carreira,
segura, eficiente, dona da situação,
perguntou:Qual é a sua ocupação?
Não sei o que me fez dizer isto,
as palavras simplesmente saltaram-me da
boca para fora
"Sou Doutora em Desenvolvimento
Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa,
a caneta de tinta permanente a apontar para o
ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente,
enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada,
como ela ia escrevendo, com tinta preta, no
questionário oficial.
Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse,
o que faz exatamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz,
ouvi-me responder:
"Desenvolvo um programa a longo prazo
(qualquer mãe faz isso), em
laboratório e no campo experimental
(normalmente eu teria dito dentro e
fora de casa). Sou responsável por uma equipe
(minha família), e já recebi
quatro projetos ( todas meninas).
Trabalho em regime de dedicação
exclusiva (alguma mulher discorda???),
o grau de exigência é em nível de 14
horas por dia (para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito
na voz da funcionária que acabou de
preencher o formulário, se levantou
e, pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título
da minha carteira erguido, fui
recebida pela minha equipe: uma com 13 anos,
outra com 7 e outra com 3
anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo
experimento (um bebê de seis
meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas
"Doutora-Sênior em Desenvolvimento
Infantil e em Relações Humanas".As bisavós:
"Doutora- Executiva- Sênior".
E as tias:
"Doutora - Assistente".
Uma homenagem carinhosa a todas
as mulheres, mães, esposas, amigas,
companheiras.
Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!!Roberta Bigucci